sobre o Núcleo de Estudos da Paisagem

NÚCLEO DE ESTUDOS DA PAISAGEM

aprender com a cidade, aprender na cidade, aprender para a cidade

Adota-se a noção de paisagem como experiência partilhada e socialmente construída (espiral.net.br), reconhecendo suas tensões e contradições, evidenciando o drama humano que abrigam em sua dimensão histórica, ecológica e cultural. Tal entendimento é base para estudos de paisagem que reconhecem a legitimidade das especificidades culturais e dos arranjos ou apropriações espaciais referentes a determinadas comunidades ou grupos sociais, sobretudo em condições de exclusão, alteridade e preconceito. Os estudos indagam por métodos de aproximação dessas especificidades culturais como necessários ao entendimento e apreensão da paisagem e à determinação de suas potencialidades, integrando processos de vivência a métodos oriundos das ciências. Discute-se suas aplicações em processos de planejamento, gestão e projeto. A problemática da gestão se coloca então como ação participativa que deve redefinir os saberes convencionais partilhados pelos arquitetos como construtores de objetos artísticos, superando a lógica que se define apenas interna a essa prática, por uma outra lógica, experimental e socialmente relevante. Em consequência, a proposição corrente de ensino como simulação e do conhecimento como descrição da realidade, deve ser redefinida a partir da experimentação ativa e da interferência na realidade a que se refere partilhada com outros sujeitos sociais. Decorre que temos a experiência da cidade como potência educativa para a liberdade, a realização, a solidariedade, a transformação, o amor, a construção partilhada em processos de aprendizagem colaborativos que são vivenciais, criativos, consequentes.

equipe em outubro de 2010:

PESQUISADORES (leia mais no menu à esquerda):

  • graduação: Larissa Elize Nebesnyj, Rafael Siqueira, André Manfrim.
  • inicações concluídas: Roberto Rüsche (2005), Gabriela Raddoll (2009, menção honrosa no 17 SIICUSP)
  • graduados: Gabriella Roesler Radoll
  • mestrados concluídos: Cecilia Machado (arquiteta, 2007), Ana Paula Paiva (arquiteta, 2007), Flavia Tiemi Suguimoto (turismóloga, 2007), Catarina Silveira (bióloga, 2008), Lucia Bernardi (agrônoma, 2008), Rosana Vieira (arquiteta, 2008), Juliana Moreno (arquiteta, 2009), Claudia Soares (pedagoga, 2010)
  • mestrados em desenvolvimento: Andréia Broering (geógrafa, bolsa CNPQ), Monica Yoshizato (advogada), Simone Miketen (cientista social)
  • doutorados em desenvolvimento: Cecilia Machado (arquiteta, bolsista FAPESP), Silvia Valentini (artista plástica)
  • participaram do grupo (profissionais): Karenine Maeda, Jacqueline Melo, Iderlene Molica, Juhei Muramoto, Larissa Campaner, Haydée Melo,
  • participaram do grupo (graduandos): Adelcke Rosseto, Daniela Vaz, Janaina Lobo, Poliana Adachi, Jose Manuel Muñoz Sanchez, Andrea Conard e Gabriella Roesler Radoll

LABORATÓRIO ESPAÇO PÚBLICO E DIREITO À CIDADE – LAB CIDADE
Promover atividades de pesquisa e extensão direcionadas à transformação e apropriação do espaço urbano, da paisagem e do espaço livre, através de processos colaborativos, participativos e de gestão partilhada. Avaliar e subsidiar a elaboração de políticas públicas e projetos na direção da defesa do direito à cidade em seus aspectos urbanísticos, fundiários, ambientais, artísticos e pedagógicos.
COORDENADORES: Prof. Dr. Euler Sandeville (AUP-PA)  e Prof. Dra. Raquel Rolnik (AUP-PL)

Espiral: da Sensibilidade, Conhecimento, Liberdade é um projeto poético e acadêmico elaborado a partir de 2003 pelo prof. Euler Sandeville Jr. (FAU USP). Leia mais sobre a Espiral no menu à esquerda. O projeto tem os seguintes eixos propositivos, com inspiração libertário-pacifista e solidária:

  • a paisagem é entendida como experiência partilhada social, cultural e existencialmente, e portanto como uma condição de ser no mundo,  articulando esferas da subjetividade, do simbólico, da sociabilidade no cotidiano, e dos tempos na qual a paisagem é herança e um patrimônio coletivo que nos transcende, mas que é também futuro que vamos definindo com nossas ações, sendo todos coautores de seu destino;
  • a cidade é pensada como processo de educação ativa e construção de conhecimentos e práticas coletivas, que abrigam as possibilidades de realização e sonho do habitar o nosso mundo, o nosso tempo;
  • a memória, a imaginação e a história são propostas como constituintes ativas do mundo em transformação, e portanto, criativas, essenciais à percepção e transformação de nossas práticas sociais;
  • a arte é vivida como experiência e descoberta, densidade subjetiva, afetividade e celebração;
  • a alegria, a satisfação, o amor, a amizade, o sonho, a confiança mútua, são constituintes de uma busca cognitiva que é também estética e ética, mas que só pode realizar-se concretamente na tensão das próprias contradições e potências como um longo processo de aprendizagem ativa

FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA AMBIENTAL

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

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